1º Lugar . solo profissional taksim

1. Sobre a bailarina
Giselle Bellas iniciou seus estudos na dança do ventre em 2005. Em 2008, recebeu um certificado de reconhecimento de sua dança pela mestra egípcia Raqia Hassan. Bailarina convidada a integrar o corpo de baile do espetáculo SIX, organizado pela Shimmie no Teatro Alfa. Em 2014, tornou-se Bailarina Noites no Harém da Casa de Chá Khan El Khalili. Idealizadora e organizadora do Projeto New Generation, é integrante do Grupo 1001 Noites. Em 2014, viajou para o Egito e se apresentou no Festival Ahlam Wa Sahlam. Mantém seus estudos constantemente com grandes nomes da dança do ventre do Brasil e do exterior. Bailarina convidada a participar do DVD de Mahaila El Helwa com o tema “Dinâmica musical e possibilidades de adequação” e outro com o tema “Deslocamentos em cena”. Participou também do DVD Duplo Lulu & George Dimitri Sawa – “Apreciação de Música Árabe para Bailarinas”. Recebeu o Selo de Qualidade em Dança Oriental pela mestra Lulu Sabongi. Em 2016, conquistou o 3º lugar no concurso nacional Belly Dance Factor e o 3º lugar no concurso profissional do Festival Nacional Shimmie SP. Em 2017, conquistou o 2º lugar no Concurso profissional Luxor Stars e o 2º lugar no Concurso profissional Fusão do Festival Nacional Shimmie SP. Em 2018, participou do Festival Internacional Egipto en Barcelona, na Espanha, ficando em 5º lugar. Conquistou neste ano também o 3º lugar no profissional Golden do Mercado Persa, 1º lugar no profissional Taksim do Festival Nacional Shimmie SP e 1º lugar no profissional do Festival Saba Egyptian Dance realizado em Buenos Aires/Argentina. Tornou-se bailarina SuperStar Harém da Khan El Khalili. É integrante do Grupo Mahaila El Helwa, que conquistou o 1º lugar no Festival Nacional Shimmie SP em 2015 e 2016, e o 2º lugar em 2017; conquistou também o 1º lugar no Mercado Persa em 2016, 2º lugar em 2017 e 1º lugar novamente em 2018. Giselle Bellas é professora no Centro Cultural Shangrila e assistente de Mahaila El Helwa.

2. Giselle, como você estudou as músicas da primeira fase? Qual foi a metodologia para estudo de improviso?
Desta vez não consegui me programar para começar os estudos com antecedência, então gravei um CD com todas as músicas e escutava enquanto estava no trânsito. É importante saber a estrutura das músicas, principalmente suas edições, mas desta vez quis deixar meu corpo livre para dançar o que ele tivesse vontade de fazer. Deixei fluir, e deu certo!

3. Como foi o processo de estudo para a segunda fase?
Eu estava trabalhando com minhas alunas, pouco tempo antes, os instrumentos melódicos e suas possibilidades de leitura, o que acabou me ajudando também a estar inserida neste tema. Mas, além do estudo, eu sabia que precisaria me manter calma, tranquila, para que pudesse me conectar com aquele momento, estar em sintonia com o músico, traduzindo com a minha verdade os sons em movimentos.

4. Quais são as dicas para as profissionais que desejam participar de concurso?
É preciso se sentir preparada, se dedicar muito aos estudos, se manter tranquila, e ter na cabeça que, independente do resultado, você dará o seu melhor e com certeza ganhará uma super experiência com todo esse processo.

5. Como você enxerga o que foi/está sendo a construção da sua bailarina, para chegar nos lugares onde quer?
A dança sempre esteve presente na minha vida, mas foi na dança do ventre que o meu coração escolheu ficar (há 13 anos). Quando comecei, jamais imaginei que iria me profissionalizar e muito menos que hoje seria a minha única profissão. Aquela frase que diz “eu danço para viver” cabe muito a mim, pois, como todo caminho, já apareceram muitos obstáculos e que me fizeram por muitas vezes pensar em desistir, mas nunca consegui seguir em frente com essa decisão… meu coração me dizia e sempre dava um sinal de que eu tinha muita coisa para viver ainda. Nunca fui de fazer planos, eu só queria dançar e o desafio me motivava a querer estudar mais e mais.
Passaram-se alguns anos e quando me senti preparada, comecei a dar aulas e fazer shows, e foi aí que minha carreira profissional começou. Mais um tempo se passou até que chegou o momento em que eu optei por “largar tudo”, a carteira assinada, e me dedicar 100% à carreira da dança. Não é fácil, sabemos disso, mas acredito que tudo que é feito com muito amor sempre vale mais a pena! E creio que é esse amor que me move, e que tem feito eu chegar, de degrau a degrau, nos lugares que eu quero.

6. Muitas vezes, o caminho – a construção – é subvalorizado em função de resultados imediatistas. Pular etapas, alçar voos para os quais você ainda não está pronto. Você acredita que isso funciona dentro do mundo da dança?
Eu acredito que trilhar um caminho, dando um passo de cada vez, nos leva muito mais longe, e isso em todos os segmentos, inclusive dentro do mundo da dança. Acho importante todo o processo de aprendizado e construção, seja da bailarina ou da professora.